Síndrome dos Ovários Policísticos
Dr. Thomas Gabriel Miklos A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma das doenças endocrinológicas mais comum nas mulheres, descrito desde 1935 por Stein e Levental. Acomete aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva. É uma desordem endocrinológica caracterizada por alterações menstruais, aumento dos hormônios masculinizantes e ovários policísticos ao ultrasson.
A obesidade esta presente na SOP em até 80% dos casos, caracterizada por uma obesidade central ou seja, a relação entre a circunferência da cintura e a circunferência do quadril é maior que 0,8 e circunferência da cintura maior a 88 cm. Na SOP temos uma desordem plurimetabólica, com a presença de aumento dos hormônios masculinizantes, aumento dos níveis de insulina e resistência periférica a insulina.
Como conseqüência encontramos a presença de pêlos onde normalmente a mulher não apresenta pêlos, espessamento e aumento dos pêlos, queda e oleosidade dos cabelos, acne, aumento da massa muscular entre outras. Ocasionalmente encontramos manchas escuras ou hiperpigmentação em região de vulva, axilas e nuca.
Os ovários apresentam folículos em estágios variados de desenvolvimento, levando a ciclos menstruais longos, fazendo a mulher menstruar a cada 3 a 4 meses. Como conseqüência desta temos a sub-fertilidade de causa ovariana. A imagem ultrassonográfica apresenta múltiplos cistos (folículos) de tamanhos variados dispostos na periferia do ovário.
O diagnóstico da SOP é clínico, ultrassonográfico e laboratorial onde as alterações hormonais são identificadas. Muitas mulheres normais sem a SOP, podem ter ovários com múltiplos cistos ao ultrasson, porém sem apresentar os comemorativos acima, não caracterizando assim a doença acima.
O ovário produz normalmente um hormônio chamado estrogênio, o qual é antagonizado por um outro hormônio ovariano chamado de progesterona. Na SOP a ação do estrogênio é superior a da progesterona, tornando a mulher suscetível a doenças estrógeno-dependentes ao longo dos anos, como o câncer do endométrio. Devido a outras alterações hormonais há o risco contra doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia.
O objetivo do tratamento é corrigir a desordem hormonal, restabelecendo a regularidade menstrual, melhora da pele, fertilidade e principalmente diminuindo o risco contra doenças estrógeno-dependentes e as outras acima citadas. Além do uso de medicações específicas, entre elas os contraceptivos hormonais orais e medicação para diminuir a resistência periférica a insulina, a perda de peso é fundamental para o sucesso do tratamento. Quanto a fertilidade, medicações para estimular a ovulação podem ser necessárias.
Dr. Thomas Gabriel Miklos – CRM 86 811
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21 de Dezembro, 2009 as 17:23
Olá!
os anticoncepcionais indicados nesse tratamento reduzem os pêlos
ou apenas não permitem que venham a crescer em outros lugares?