Sem ter consciência dos efeitos prejudiciais que as atividades cotidianas causam, como dormir de forma errada, trabalhar, jogar, brincar e até mesmo malhar, vamos utilizando nossa coluna vertebral até que o grau de degeneração ou a dor apareçam para começarmos a nos preocupar. O tempo passa e os sinais vão gradativamente aparecendo, até o momento em que começa a ficar impossível fazer determinadas atividades que antes eram realizadas sem esforço nenhum.

Nossa coluna vertebral protege o sistema nervoso central (excetuando-se o cérebro). O sistema nervoso central é responsável por transferir toda a informação do cérebro para o resto do corpo (órgãos, tecidos, músculos, etc), através de impulsos nervosos, fazendo com que as funções aconteçam naturalmente. Havendo “bloqueios” nessa transmissão, o corpo simplesmente muda de seu estado de “saúde” para um estado de “doença”.

Mas continuamos nossa vida, distraídos dos efeitos danosos causados por problemas emocionais, traumas, acidentes, responsabilidades no trabalho e outras atividades cotidianas. Essa diminuição das funções do organismo acontece tão gradualmente que nem percebemos e começamos a ingerir anti-inflamatórios, analgésicos, entre outras drogas, sem nos darmos conta. Acontece que um belo dia eles já não fazem mais o efeito esperado e aí você vai assumir pra si mesmo que algo não está bem.

Tudo isso acontece por dois motivos simples: o primeiro é que não fomos ensinados, desde pequenos, qual é a melhor maneira de sentar, de levantar peso, de dormir… Ninguém nos ensinou que maus hábitos diários podem nos levar a um problema sério na idade adulta ou na terceira idade e então passamos a vida inteira imitando os vícios posturais de nossos pais. Além disso, quando sentimos uma dor leve ou desconforto, não paramos para entender o real motivo para que aquela dor esteja ali. Simplesmente porque é mais fácil tomar um analgésico e esperar que a dor passe. Não conhecemos o nosso próprio corpo.

Portanto, se você não quiser ser escravo da dor mais tarde e nem deseja isso para os seus filhos, preste atenção aos sinais que ela está te dando hoje. Afinal esta é a única maneira de seu organismo avisar que algo não está bem. Procure um quiropraxista, converse sobre seus problemas, aprenda bons hábitos e tenha certeza que pelo menos seus netos terão a oportunidade de ter uma vida e uma coluna mais saudável.

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Atenciosamente
Priscila Frietzen
Diretora Regional da Associação Brasileira de Quiropraxia
www.priscilafrietzen.com.br

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